Liberdade
Poema de Manuel Alegre, retirado de Post-Scriptum do livro Praça da Canção
Liberdade
Poema de Manuel Alegre, retirado de Post-Scriptum do livro Praça da Canção
Madalena Nogueira dos Santos, natural da Maia, nasceu em Maio de 1987, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, é Mestre em Direito da Empresa e Negócios na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto, Pós-Graduada em Direito Imobiliário e é Advogada. E como livros significam-lhe muito, fundou e é coordenadora da Biblioteca da freguesia de Nogueira e Silva Escura.
Publicou quatro romances histórico-fantásticos, pela editora ASA/Dom Quixote: O Décimo Terceiro Poder (2006), A Coroa de Sangue (2007), As Tribos do Sul (2009) e Os Doze Reinos (2010), sendo que este entrou diretamente no TOP 10 d'Os Mais Vendidos Fantástico & FC da FNAC, onde se manteve por quatro semanas consecutivas. Publicou um conto na Antologia de Ficção Científica Fantasporto 2012. Desde então vem dedicando-se aos bastidores da organização de eventos e à promoção da leitura e escrita, em vários formatos.
Nas edições anuais de 2006 a 2009, foi Júri do Concurso Literário promovido pela Câmara Municipal da Maia, que contou com participações internacionais em crescendo. Em 2009, foi Júri do I Concurso “Novos Talentos Literários” organizado pela Federação Académica do Porto, em conjunto com o escritor Richard Zimler, e mais uma vez em 2010, em parceria com a Dra. Joana Matos Frias, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Em 2019, viu o seu libreto de ópera contemporânea “La Meccanica del Colore” a ser selecionado entre cerca de 40 candidatos internacionais e a estrear na Bienal de Veneza. A música que acompanha a sua escrita é da autoria do compositor Nuno Costa. Esta foi a primeira vez em 63 edições do festival de música contemporânea da Bienal de Veneza em que uma ópera escrita e composta por Portugueses subiu ao palco da mais reputada exposição internacional de arte.
É mãe de dois filhos, de modo que agora lê dois a quatro livros por noite, antes de adormecer entre contos de fadas e super-heróis.
O objecto de estudo deste Doutoramento centra-se no conjunto da obra com piano do padre e compositor Joaquim Gonçalves dos Santos (1936–2008) que abrange repertório de música de câmara, a solo e de piano com orquestra.
A presente comunicação propõe uma análise de influências literárias em composições incluídas no referido repertório. Por um lado são abordadas obras musicais inspiradas em textos de escritores portugueses que tiveram, tal como o compositor, a Serra enquanto elemento da Natureza com presença na sua vivência criadora artística, como Miguel Torga e Sebastião da Gama. Por outro, são abordadas obras musicais que reflectem um espírito ecuménico do compositor, evidenciado pelo tratamento de textos sagrados católicos e de poesia de Rabindranath Tagore.
Esta abordagem não só contribui para uma compreensão mais profunda da estética musical de Joaquim Gonçalves dos Santos, como também revela o desafio de, através de uma perfomance pianística informada, abrir caminho para uma interpretação capaz de revelar conteúdo musical e extra-musical.